{"id":1860,"date":"2020-06-07T21:26:05","date_gmt":"2020-06-08T00:26:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/?p=1860"},"modified":"2020-06-07T21:26:05","modified_gmt":"2020-06-08T00:26:05","slug":"alo-jorge-mautner","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/2020\/06\/07\/alo-jorge-mautner\/","title":{"rendered":"\u201cAl\u00f4, Jorge Mautner?\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>Publicado originalmente na edi\u00e7\u00e3o #1 da revista FIGAS, em agosto de 2009.<\/em><\/p>\n<span class=\"wpsdc-drop-cap\">S<\/span>\u00e3o Paulo, v\u00e9spera do feriado constitucionalista. Entrevista mais ou menos confirmada. Encontro em Guarulhos, cinco horas da manh\u00e3, para seguir viagem at\u00e9 o Rio de Janeiro em busca de Jorge Mautner. Vamos l\u00e1. Cinco no Fiat Uno, todo mundo apertadinho, tr\u00e2nsito superlento por causa de dois acidentes na pista. Resultado: chegamos \u00e0 avenida Brasil carioca \u00e0s 13h. Por\u00e9m, uma vez no Rio em um dia ensolarado, e digo isso sem medo nenhum de cair no clich\u00ea, est\u00e1vamos todos felizes.<\/p>\n<p>O apartamento em que nos hospedamos fica no bairro do Catete, pertinho da praia do Flamengo. Durante o feriado, circulamos entre o Centro e a Zona Sul, onde se concentram as atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas e grande parte da renda da cidade. Dif\u00edcil era n\u00e3o se lembrar das novelas do Manuel Carlos quando nos depar\u00e1vamos com velhinhos da vizinhan\u00e7a (nem sempre amig\u00e1veis), a galera jogando futev\u00f4lei na praia, os porteiros boa-pra\u00e7a. Os pr\u00e9dios de baixa estatura se sustentam sobre o solo arenoso e por isso ficam bem colados uns nos outros. E o bairro do Catete conserva em seus fragmentos de um outro tempo aquele ar de um Rio de Janeiro que j\u00e1 passou. Inspirado por essa atmosfera, Richard, nosso editor, decide procurar um barbeiro que aparasse sua barba \u00e0 navalha. Batendo aqui e ali, afinal encontramos uma cabeleireira do bairro . \u201cPera\u00ed. Vou levar voc\u00eas numa pessoa que faz\u201d, disse, em tom quase maternal, se n\u00e3o fosse um pouco aborrecido. A passos largos, nos levou pela m\u00e3o at\u00e9 uma pequena e genu\u00edna barbearia no mesmo quarteir\u00e3o e logo desapareceu. Nem deu tempo de agradecer. A forma com que nos ajudou aquela senhora, expressando bem marca que folcloricamente distingue os cariocas dos paulistas \u2013 a capacidade de rapidamente criar uma esp\u00e9cie de familiaridade c\u00famplice, e que os mais mal-humorados chamariam de petul\u00e2ncia e \u201cfolga\u201d \u2013, nos fez batizar esse evento, de brincadeira, como \u201ca primeira estripulia carioca\u201d da viagem.<\/p>\n<p>Leio um livro de entrevistas de Mautner e assisto ao Pica-pau na TV enquanto o barbeiro cuida minuciosamente da barba um tanto selvagem do meu amigo. Distraidamente aceito o caf\u00e9 j\u00e1 ado\u00e7ado, que um mo\u00e7o, tentando me agradar, ofereceu. Tinha me esquecido que os cariocas s\u00e3o chegados a um caf\u00e9 \u201cbem docinho\u201d. Tomei o caf\u00e9 at\u00e9 o fim e o Richard foi ficando mais bonito e satisfeito com o resultado. Nossa intens\u00e3o era fazer a nossa pr\u00f3pria entrevista com Mautner naquele mesmo dia, mas est\u00e1vamos todos ainda meio zonzos com a viagem de carro. Ent\u00e3o recapitulamos as pautas, lemos em voz alta alguns trechos de outras entrevistas dele e de seus textos liter\u00e1rios. Tudo nos instigava muito.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1884\" aria-describedby=\"caption-attachment-1884\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/van_lea.jpg\" alt=\"\" width=\"765\" height=\"574\" class=\"alignnone size-full wp-image-1884\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1884\" class=\"wp-caption-text\">Vanessa Nicolav, nossa editora de v\u00eddeo, e Leandro Melito, nosso rep\u00f3rter, ao ar livre na Cidade Maravilhosa<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esperamos at\u00e9 meia hora antes do hor\u00e1rio combinado para o encontro (calculamos com precis\u00e3o esse intervalo, por medo de ser inconvenientes demais) antes de ligar para o entrevistado e combinar o lugar \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o, uma inc\u00f3gnita. No fundo j\u00e1 esper\u00e1vamos o que viria: por telefone, ele nos disse estar cansado, depois de um dia inteiro de ensaio. A entrevista ficaria para o dia seguinte. Pelo menos agora t\u00ednhamos uma informa\u00e7\u00e3o adicional: o encontro seria na casa dele. N\u00e3o poder\u00edamos mais fotograf\u00e1-lo no teatro vazio, como o Leo j\u00e1 tinha planejado. \u201cQuem sabe sentado na poltrona favorita dele&#8230; sei l\u00e1&#8230;\u201d \u00c0 noite, sem Mautner, fomos para a Lapa \u2013 segundo o guia tur\u00edstico, a Montmartre carioca. Muita gente circulando, considerando que era uma quinta-feira. O que \u00e9 mais not\u00e1vel na Lapa \u00e9 sua voca\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica. De qualquer lugar pode-se ver a pintura lateral do pr\u00e9dio da Escola de M\u00fasica da UFRJ. Portentosa, a sala Cec\u00edlia Meireles, a \u00fanica reservada \u00e0 m\u00fasica de c\u00e2mara no Rio, divide o largo da Lapa com as rodas de samba, forr\u00f3, choro, m\u00fasica eletr\u00f4nica, rock \u2013 para ficar s\u00f3 nos mais evidentes.<\/p>\n<span class=\"wpsdc-drop-cap\">D<\/span>epois de uma cerveja com aipim frito, nos animamos para entrar no Cine Lapa, onde o <em>rapper <\/em>Emicida faria um show. Durou pouco: alguns de n\u00f3s foram barrados porque n\u00e3o estavam com o RG. Passada a negocia\u00e7\u00e3o frustrada com o seguran\u00e7a, mais um fracasso: nenhum motorista de t\u00e1xi aceitou levar cinco no carro, por medo de multa. Lei, 2; FIGAS, 0. Fomos, ent\u00e3o, esperar por uma van em uma esquina que ach\u00e1vamos ser um ponto. Chegou uma, toda branca \u2013 sem nenhuma marca de empresa ou regulamenta\u00e7\u00e3o do transporte \u2013 indo para S\u00e3o Conrado. N\u00e3o tinha lugar para mais cinco sentarem. \u201cNossa, mas \u00e9 assim? Pode ir de p\u00e9?\u201d, um de n\u00f3s, mais fresco, perguntou. Ao que o homem gordo que espremia o Leo, \u00fanico de n\u00f3s que se sentou, respondeu \u201cpode ir no teto, de lado, no colo&#8230; na van pode tudo!\u201d. Todo mundo na van, e a maioria devia estar voltando de um dia de trabalho, ficou dando risada e fazendo outras piadas at\u00e9 chegarmos \u00e0 nossa parada, no Catete, depois de dez minutos. Cada passagem, junto com as estripulias, nos custaram dois reais; mais barato e bem mais divertido do que a viagem de \u00f4nibus.<\/p>\n<blockquote><p>Na areia, garotos e garotas congestionavam a beira d\u2019\u00e1gua em pequenas rodinhas. Ambulantes vendendo desde \u201cmate de lim\u00e3o gelad\u00e3o\u201d at\u00e9 biqu\u00ednis tomara-que-caia \u2013 sensa\u00e7\u00e3o do inverno carioca<\/p><\/blockquote>\n<p>Dia seguinte, paulistanos acordam loucos por uma praia. Todos no Uno, rumo a Ipanema. Grande erro. Depois de uma hora procurando desesperadamente um lugar para estacionar antes que o sol se fosse, o jeito foi usar um estacionamento, regiamente pago. Finalmente tirando chinelinhos e pisando na areia fofa do Posto 10. Del\u00edcia. De longe se podiam ver as v\u00e1rias bolas de futvolei no ar, futvolando de um lado para o outro. Na areia, garotos e garotas congestionavam a beira d\u2019\u00e1gua em pequenas rodinhas. Ambulantes vendendo desde \u201cmate de lim\u00e3o gelad\u00e3o\u201d at\u00e9 biqu\u00ednis tomara-que-caia \u2013 sensa\u00e7\u00e3o do inverno carioca \u2013, passando por amendoim, brinquinho, queijo, canga e toda a parafern\u00e1lia praieira. Atentos ao hor\u00e1rio \u2013 e uma boa parte do tempo de mar\u00e9 havia sido comida por nosso passeio de carro \u2013 disciplinadamente, sa\u00edmos da praia \u00e0s 16h30. A reuni\u00e3o com Mautner seria \u00e0s 19h, no Leblon.<\/p>\n<p>Quando chegamos ao apartamento do Catete, descobrimos que nosso entrevistado havia telefonado, em v\u00e3o, quatro vezes. Ligamos de volta e ele parecia bem agoniado ao dizer que, mais uma vez, ter\u00edamos de adiar a entrevista. Poderia parecer que ele estava nos enrolando, mas, ao contr\u00e1rio, percebemos que ele queria que nosso encontro n\u00e3o ficasse espremido entre seus in\u00fameros compromissos, para que tiv\u00e9ssemos mais tempo. E foi assim que a entrevista ficou para as 16h do s\u00e1bado, na casa dele. Sem Mautner, pela segunda vez. Que rem\u00e9dio? De banho tomado, mais uma vez ca\u00edmos na noite carioca. Um amigo que mora l\u00e1 havia recomendado um bar, que funciona tamb\u00e9m como loja de discos de vinil, sempre na Lapa. Ali haveria uma apresenta\u00e7\u00e3o de m\u00fasica eletroac\u00fastica. Antes de chegar ao bar, Vanessa, nossa editora de v\u00eddeo, me explicou que era um tipo de m\u00fasica que \u201cse aproxima muito do barulho\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1886\" aria-describedby=\"caption-attachment-1886\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/rich_jasmo.jpg\" alt=\"\" width=\"765\" height=\"574\" class=\"alignnone size-full wp-image-1886\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1886\" class=\"wp-caption-text\">Nosso editor, Richard Sanches, e eu, Yasmin, em roda de bar no Rio<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pequena loja, \u00e0 meia-luz, estava cheia de discos e de pessoas \u2013 homens em sua maioria, cada um segurando sua lata de cerveja \u2013 atentas ao artista, sentado de pernas dobradas no tapete diante de algumas maquininhas parecidas com sintetizadores, de onde sa\u00eda todo o som da apresenta\u00e7\u00e3o. Como algu\u00e9m que n\u00e3o conhece m\u00fasica atonal, digo que achei a m\u00fasica curiosa. Identifiquei alguma coer\u00eancia nas frases, elas tinham suas tens\u00f5es. Finda a apresenta\u00e7\u00e3o, nos despedimos do amigo carioca informando que ir\u00edamos a uma balada de hip hop, onde o Emicida se apresentaria, em Copacabana (desta vez, todos com RG em m\u00e3os). Nosso amigo do Rio n\u00e3o poderia nos acompanhar porque tinha de trabalhar: ele promovia festas noite afora. Mas n\u00e3o deixou de entortar a cara, dizendo que n\u00e3o gostava do p\u00fablico f\u00e3 de rap: \u201cL\u00e1 em S\u00e3o Paulo rap \u00e9 <em>hype<\/em>, n\u00e9? Aqui n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<span class=\"wpsdc-drop-cap\">O<\/span> bar Clandestino parecia a n\u00f3s uma boa pedida. O DJ residente de sexta-feira \u00e9 quem disponibiliza discos de hip hop \u2013 que muitas vezes ouvimos repetidamente \u2013 para serem baixados em um blog chamado S\u00f3 Pedrada. Al\u00e9m disso, t\u00ednhamos visto no jornal que o Emicida faria ali um <em>pocket show<\/em>; o Rio nos dava uma segunda chance para que v\u00edssemos o <em>rapper <\/em>no palco. A balada era como qualquer outra da Vila Ol\u00edmpia, em S\u00e3o Paulo, no que se refere aos pre\u00e7os das bebidas, e ao repert\u00f3rio do DJ, bastante comercial. O jeito era esperarmos pela apresenta\u00e7\u00e3o do Emicida.<\/p>\n<p>Enquanto tent\u00e1vamos nos esconder do seguran\u00e7a, que j\u00e1 n\u00e3o aguentava mais pedir para as pessoas da pista apagarem os cigarros, a global Cl\u00e9o Pires (a Surya da novela <em>Caminho das \u00cdndias<\/em>) se acabava de dan\u00e7ar perto da cabine do DJ, no centro da pista. Ao lado dela, um rapaz alto de camisa polo tentava, perseverante, ganhar a noite com a princesa indiana. <em>Voyeures <\/em>que somos, acompanhamos a empreitada do mo\u00e7o. Mais tarde, quando fui ao banheiro, perguntei a uma mo\u00e7a se ela tinha visto que a Cl\u00e9o estava ali. Ela se dirigiu com desprezo e pena dizendo: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o \u00e9 daqui n\u00e3o, n\u00e9?\u201d. Respondi que n\u00e3o, e ela emendou: \u201cOlha, aqui no Rio a gente v\u00ea artista a toda hora. \u00c9 na academia, \u00e9 no cal\u00e7ad\u00e3o, na boate&#8230; Ent\u00e3o pega mal ficar comentando, entendeu? Voc\u00ea \u00e9 uma pessoa melhor se voc\u00ea n\u00e3o fala disso\u201d. A partir da\u00ed resolvi ignorar, \u00e0 maneira carioca, a presen\u00e7a de <em>celebrities <\/em>na balada.<\/p>\n<p>O show do Emicida foi \u00f3timo. Ele vendia a sua <em>mixtape<\/em>, gravada e envelopada em uma capinha carimbada \u00e0 m\u00e3o, por dois reais \u2013 compramos as nossas, j\u00e1 que ainda n\u00e3o t\u00ednhamos. Era um material importante, porque quer\u00edamos entrevist\u00e1-lo para nossa edi\u00e7\u00e3o seguinte. Uma mulher de uns 40 anos, que ficava dan\u00e7ando em volta do <em>rapper<\/em>, dando eventuais belisquinhos na barriga dele, ganhou homenagem no improviso: \u201cA tiazona t\u00e1 caindo em cima\u201d. Mas nem a men\u00e7\u00e3o especial nem as risadas a inibiam.<\/p>\n<p>Acordamos s\u00f3 meio-dia no s\u00e1bado. N\u00e3o s\u00f3 porque ficamos at\u00e9 tarde na rua, mas tamb\u00e9m porque ficamos presos para fora do apartamento de madrugada. Dois de n\u00f3s voltaram um pouco mais cedo e logo mergulharam em um sono profundo. N\u00e3o ouviram a campainha e os chamados \u2013 discretos para n\u00e3o acordar a vizinhan\u00e7a. Com medo de ter acontecido alguma coisa com os dois, chamamos o chaveiro, que cobrou um pre\u00e7o alto por ter sido tirado da cama na madrugada de domingo. Como recompensa pelo inconveniente, os dois providenciaram p\u00e3o, pat\u00ea, queijo e at\u00e9 vinagrete para o nosso brunch do dia seguinte. Naquele dia s\u00f3 t\u00ednhamos tempo para comer, tomar banho e reunir todas as coisas para a entrevista, \u00e0s 16h; nada de conhecer o Pedregulho, conjunto habitacional na G\u00e1vea, projeto modernista da d\u00e9cada de 1940, destinado a funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Muito menos ir \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o das Vanguardas russas no CCBB, como hav\u00edamos planejando no in\u00edcio da viagem. Ficariam para a pr\u00f3xima, porque, conclu\u00edda a entrevista a partir da qual redigir\u00edamos o <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/2020\/06\/07\/nossa-amalgama\/\">perfil de Mautner<\/a>, era hora de partir. A rotina paulistana nos aguardava.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1888\" aria-describedby=\"caption-attachment-1888\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/todos.jpg\" alt=\"\" width=\"765\" height=\"574\" class=\"alignnone size-full wp-image-1888\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1888\" class=\"wp-caption-text\">A equipe toda (da esquerda para a direita, Leo Eloy, Yasmin, Richard, Vanessa e Leandro), com Jorge Mautner ao centro, logo ap\u00f3s a entrevista<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente na edi\u00e7\u00e3o #1 da revista FIGAS, em agosto de 2009. S\u00e3o Paulo, v\u00e9spera do feriado constitucionalista. Entrevista mais ou menos confirmada. Encontro em Guarulhos, cinco horas da manh\u00e3, para seguir viagem at\u00e9 o Rio de Janeiro em busca de Jorge Mautner. Vamos l\u00e1. 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