{"id":2147,"date":"2020-09-02T16:30:05","date_gmt":"2020-09-02T19:30:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/?p=2147"},"modified":"2020-09-02T16:30:05","modified_gmt":"2020-09-02T19:30:05","slug":"conheca-o-novo-parceiro-da-figas-o-farolete","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/revista\/2020\/09\/02\/conheca-o-novo-parceiro-da-figas-o-farolete\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a o novo parceiro da FIGAS: O Farolete"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00c9 com muito orgulho e prazer que a Editora FIGAS apresenta seu mais novo parceiro: <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a>, uma publica\u00e7\u00e3o virtual de divulga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica! Leia a seguir o editorial de lan\u00e7amento e <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">clique aqui<\/a> para ver nossas primeiras e iluminadas publica\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p>H\u00e1 tantas concep\u00e7\u00f5es de filosofia quanto h\u00e1 fil\u00f3sofos. Mas h\u00e1 algo de intrigante nessa dispers\u00e3o de ideias: por mais que cada um tenha uma ideia diferente do que \u00e9 esse seu of\u00edcio, os fil\u00f3sofos seguem se reconhecendo uns aos outros como fil\u00f3sofos, como praticantes da filosofia. H\u00e1 muita coisa a se aprender com isso. Uma delas \u00e9 que seria pouco \u00fatil buscar uma defini\u00e7\u00e3o do que seja \u201cfilosofar\u201d. Filosofia, como diria um fil\u00f3sofo vienense, \u00e9 um conceito sem fronteiras definidas, e as diferentes filosofias se parecem umas \u00e0s outras n\u00e3o porque pertencem a um padr\u00e3o seguramente identific\u00e1vel; se parecem como o seu irm\u00e3o ou a sua prima se parecem com voc\u00ea: h\u00e1 algo no nariz, no olho, no formato do queixo, no jeito de andar ou n\u00e3o sei onde que denuncia que voc\u00eas pertencem \u00e0 mesma fam\u00edlia. H\u00e1 algo no jeit\u00e3o de Bergson que se parece com o de Hume, e Tom\u00e1s de Aquino tem alguma coisa de S\u00eaneca, e este de Arendt, mas \u00e9 dif\u00edcil dizer bem o qu\u00ea. N\u00f3s dizemos que s\u00e3o fil\u00f3sofos, por mera semelhan\u00e7a de fam\u00edlia, e n\u00e3o porque eles atenderiam aos crit\u00e9rios do que seja a filosofia, porque eles cumpririam a defini\u00e7\u00e3o do que seja filosofar. <\/p>\n<p>Deixando de lado a mod\u00e9stia exigida por uma etiqueta que rejeitamos, os autores d\u2019<a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> nos vemos como elos tardios da corrente que liga os fil\u00f3sofos de diferentes tempos e lugares; nos vemos como semelhantes aos fil\u00f3sofos e, por isso, fil\u00f3sofos. N\u00e3o porque atendemos aos crit\u00e9rios de uma defini\u00e7\u00e3o, mas porque exercemos o of\u00edcio a que se costuma dar o nome de filosofia. O of\u00edcio, estranho como tudo o mais em filosofia, consiste em pensar e falar de uma certa maneira, e escrever de uma certa maneira \u2014 maneira animada por uma disposi\u00e7\u00e3o diante da exist\u00eancia comum a quase todo fil\u00f3sofo. O exame do cotidiano e dos grandes eventos, a busca por compreens\u00e3o, por amplitude de vis\u00e3o, por sempre mais perspectivas. O apre\u00e7o pela d\u00favida, o amor \u00e0s perguntas e a insatisfa\u00e7\u00e3o com respostas definitivas. Uma esperan\u00e7a incans\u00e1vel de dar voz ao universal que ultrapassa a particularidade \u2014 junto com as in\u00fameras e conflitantes respostas que essa quest\u00e3o convida. O interesse pela g\u00eanese, pelo valor, pela constitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica ou \u00edntima de fatos e seres. Sempre o autoexame e o interesse pelo mist\u00e9rio da consci\u00eancia, pelo mist\u00e9rio da liberdade, pelo mist\u00e9rio da venera\u00e7\u00e3o. Que o leitor monte o quebra-cabe\u00e7a com essas pe\u00e7as, e ter\u00e1 uma figura mais ou menos identific\u00e1vel, que n\u00e3o tem um rosto, mas muitos. <\/p>\n<p>Tal como nos chegou, a filosofia \u00e9 um of\u00edcio que depende de um jeito de pensar, falar e escrever. Em sua longu\u00edssima tarefa, ela divisou muito m\u00e9todo, organizou muito pensamento e orientou muito olhar, criou conceitos e se especializou em muitos diferentes modos de busca por objetos normalmente impalp\u00e1veis. Para isso, ela se assentou sobre um dom\u00ednio muito rigoroso da linguagem; ali\u00e1s, frequentemente teve de reconfigurar a linguagem \u2014 o que por vezes a torna dif\u00edcil de seguir. Quem se lembra da experi\u00eancia de ler pela primeira vez um grande fil\u00f3sofo, n\u00e3o importa em que idade, ir\u00e1 recordar a estranheza da experi\u00eancia: \u00e0s vezes palavras conhecidas, h\u00e1 cinco minutos muito familiares, tornavam-se completamente estranhas; senten\u00e7as aparentemente bem formadas, depois de lidas, pareciam mera justaposi\u00e7\u00e3o de palavras, e n\u00e3o mais portugu\u00eas; ou, no melhor dos casos, o que estava escrito era claro, mas por que raios o fil\u00f3sofo dizia aquilo? <\/p>\n<p>Assim como o fil\u00f3sofo insiste em falar como o estrangeiro de sua pr\u00f3pria l\u00edngua, tamb\u00e9m as coisas de que ele fala s\u00e3o pouco familiares. Aquele que \u00e9 talvez o maior dos fil\u00f3sofos alem\u00e3es pretendeu dar uma descri\u00e7\u00e3o final do conjunto desses objetos filos\u00f3ficos: Deus, o cosmos, a alma, a liberdade. Temas que nos dizem respeito num n\u00edvel muito profundo, mas que na superf\u00edcie de nossas vidas nos escapam, ou mais: desaparecem. Esses objetos s\u00e3o incompat\u00edveis com a vida pr\u00e1tica do trabalho, da sobreviv\u00eancia, do sexo, da divers\u00e3o, e por isso os deixamos de lado, os adiamos para o momento em que teremos o tempo e paci\u00eancia para eles. Mas o fil\u00f3sofo tende a insistir: trabalho, sentimento, sobreviv\u00eancia, clima, sexo, vontade, divers\u00e3o, os planos, os erros, o futuro, o passado \u2014 tudo depende desses objetos filos\u00f3ficos, e um modo de vida que se exime de encontrar a rela\u00e7\u00e3o entre esses termos apenas aparentemente desconexos n\u00e3o \u00e9 digna de ser vivida \u2014 como disse um dos fundadores desse modo de pensar e viver que \u00e9 a filosofia. <\/p>\n<p>Mas ainda que a filosofia dependa de uma linguagem pr\u00f3pria e n\u00e3o possa se separar de seus objetos sublimes, isso n\u00e3o significa que a pr\u00e1tica do fil\u00f3sofo esteja necessariamente confinada ao mundo das nuvens. As muitas perspectivas filos\u00f3ficas t\u00eam impacto sobre a vida pr\u00e1tica, depende dela e por isso est\u00e1 em constante di\u00e1logo com ela. E os autores que escrevem <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> est\u00e3o convictos de que esse di\u00e1logo com o mundo da cultura pode ser tornado mais direto, mais claro. N\u00e3o \u00e9 preciso um mergulho de anos no mundo das palavras dif\u00edceis e dos objetos inalcan\u00e7\u00e1veis, no estudo minucioso dos cl\u00e1ssicos filos\u00f3ficos, para que se veja o modo bonito como a filosofia lan\u00e7a novas luzes a um objeto conhecido. Ali\u00e1s, foi provavelmente por ter visto esse belo fen\u00f4meno \u00f3tico, antes de qualquer estudo, que nos decidimos a dar o salto, e a mergulhar. Com isso, reproduzir esses momentos \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 poss\u00edvel mas necess\u00e1rio: pois se a filosofia deixa de iluminar diretamente, se ela n\u00e3o se liga mais ao mundo concreto, ela perde sua raz\u00e3o de ser. A luz que lan\u00e7a <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> n\u00e3o \u00e9 um clar\u00e3o que alcan\u00e7a Deus, a alma e a liberdade, mas que ilumina de perto e confere clareza ao trivial \u2014 e, com isso, convida aos claros enigmas escondidos no ordin\u00e1rio. <\/p>\n<p>Para fazer isso, as decis\u00f5es editoriais que pautam a produ\u00e7\u00e3o dos textos que aqui v\u00e3o t\u00eam uma orienta\u00e7\u00e3o n\u00e3o acad\u00eamica, n\u00e3o t\u00e9cnica. Assim como cientistas escrevem excelentes livros de \u201cdivulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d, ou seja, publica\u00e7\u00f5es bem informadas sobre as mais diferentes ci\u00eancias, cujo tom acess\u00edvel n\u00e3o trai a complexidade do tema, queremos produzir um an\u00e1logo, uma \u201cdivulga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica\u201d que esteja \u00e0 altura da melhor filosofia produzida pelos cl\u00e1ssicos ou pelos melhores fil\u00f3sofos profissionais do presente. Com isso, n\u00e3o se trata de escrever sobre filosofia, sobre sua hist\u00f3ria ou sobre seus objetos mais sublimes, mas de remeter a eles ao escrever filosoficamente sobre os mais diversos temas \u2014 em especial sobre aqueles que nos tocam em nossas vidas cotidianas, pela experi\u00eancia concreta, pelo contato com a arte, pelos temas da imprensa, pelas apreens\u00f5es com a pol\u00edtica e a vida coletiva, pelos impasses, d\u00favidas e certezas cotidianas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> frequentemente (mas nem sempre) depender\u00e1 da pesquisa acad\u00eamica de seus colaboradores \u2014 da calma ao ler, do rigor ao escrever, da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ampla e amadurecida, de longos per\u00edodos em bibliotecas e escrit\u00f3rios que t\u00eam como resultado textos especializados, a respeito de problemas sutis e provavelmente pouco acess\u00edveis ao p\u00fablico geral. Mas n\u00e3o \u00e9 uma revista acad\u00eamica. Ela \u00e9 o espa\u00e7o para aqueles que, feito esse trabalho de explora\u00e7\u00e3o e autoforma\u00e7\u00e3o, querem aplicar esses resultados a problemas concretos, numa linguagem clara e em bom portugu\u00eas, que pretenda se livrar de jarg\u00f5es, por ao menos dois motivos: porque o jarg\u00e3o, em geral, \u00e9 uma abrevia\u00e7\u00e3o para o pensamento \u2014 economizamos tempo e etapas ao nos valermos de conceitos t\u00e9cnicos que s\u00e3o transparentes \u00e0 nossa audi\u00eancia antes que o definamos e expliquemos com clareza; porque o jarg\u00e3o afasta a filosofia dos problemas concretos, problemas pol\u00edticos, \u00e9ticos, est\u00e9ticos, epistemol\u00f3gicos envolvidos em nossas vidas. <\/p>\n<p>Os autores d\u2019<a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> se interessam profundamente pelas ideias de Plat\u00e3o, Espinosa, Hegel ou Derrida, e se nutrem delas. Mas aqui elas aparecer\u00e3o apenas na medida em que estejam incorporadas \u00e0 prosa de nossos textos. Nosso interesse imediato n\u00e3o \u00e9 interpretar ou entender o pensamento de Maquiavel ou de Heidegger; mas se virmos as perspectivas abertas por esses autores aplicadas a novos objetos, objetos de nosso s\u00e9culo, de nosso pa\u00eds, impregnados por nossos problemas espec\u00edficos \u2014 a\u00ed esse pensamento se torna atraente. Cita\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es de ideias alheias s\u00e3o, sem d\u00favida, uma etapa fundamental na forma\u00e7\u00e3o de nossos autores; e obras dedicadas a isso, contribuem imensamente para a nossa cultura e para o avan\u00e7o de nossa compreens\u00e3o a respeito de autores cl\u00e1ssicos \u2014 que nos reapresentam o mundo e nos ajudam a pens\u00e1-lo. Mas nossa revista n\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7o de estudos, e sim uma arena de disputas, ou um laborat\u00f3rio de ideias. <\/p>\n<p>Por motivos semelhantes, notas de rodap\u00e9 n\u00e3o s\u00e3o usuais n\u2019<a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a>. Num regime de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, \u00e9 fundamental citar fontes, garantir que as ideias sejam atribu\u00eddas a seus donos. Isso \u00e9 parte dos padr\u00f5es de honestidade no trabalho acad\u00eamico. Essa pr\u00e1tica, por\u00e9m, tem alguns \u00f4nus: os textos se tornam pesados, por ter de prestar contas de si o tempo todo, o trabalho de referir \u00e9 cansativo e esse esfor\u00e7o normalmente se manifesta nos textos acad\u00eamicos como um fardo a ser carregado por autores e leitores. Mas <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> quer textos que n\u00e3o transpirem; n\u00e3o haver\u00e1 aqui <em>tours de force<\/em>, monumentos de rigor e precis\u00e3o. Queremos um outro tipo de ambiente, em que a cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se fa\u00e7a por empr\u00e9stimos. Para n\u00f3s a honestidade intelectual \u00e9 um pressuposto que se demonstra tacitamente na for\u00e7a do pensamento: uma ideia alheia pode ser apropriada, e ser\u00e1 de tal modo incorporada aos prop\u00f3sitos e \u00e0s prosas dos autores, que ao fim n\u00e3o ser\u00e1 mais a ideia de um outro fil\u00f3sofo ou pensador. Ela ter\u00e1 nova aplica\u00e7\u00e3o, desenvolvimento, exerc\u00edcio; ou seja, ser\u00e1 outra ideia, de outro fil\u00f3sofo, o que aqui escreve.<\/p>\n<p>Esses fil\u00f3sofos da prosa clara s\u00e3o a mat\u00e9ria fundamental d\u2019<a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a>, e sua base de sustenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o suas colunas. Elas s\u00e3o eixos tem\u00e1ticos definidos pelos autores, e que representam uma parcela de seus interesses. Que haja essas colunas \u00e9 importante para que os eventuais leitores possam se situar no interior da revista, e entender as diferentes perspectivas que ela abriga. Mas, ao fim e ao cabo, \u00e9 a personalidade do autor (seus temas e seu estilo) o que definem os limites tem\u00e1ticos da coluna. Da\u00ed porque <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> n\u00e3o se define por seus leitores \u2014 que sempre ser\u00e3o bem-vindos com o m\u00e1ximo de nossa hospitalidade. \u00c9 que, uma vez determinados os seus princ\u00edpios de clareza e foco na comunica\u00e7\u00e3o simples de ideias dif\u00edceis, nosso foco \u00e9 estimular a escrita filos\u00f3fica como cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. A leitura e o p\u00fablico leitor n\u00e3o s\u00e3o meta, mas consequ\u00eancia de nossos esfor\u00e7os. <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> \u00e9 uma revista digital, mas n\u00e3o se confunde com uma rede social, e por bons motivos. Eles t\u00eam a ver com uma certa concep\u00e7\u00e3o a respeito do que significa \u201ctornar p\u00fablicos\u201d textos filos\u00f3ficos. H\u00e1, em nosso s\u00e9culo, uma confus\u00e3o entre o que significa <em>publicar <\/em>textos, confus\u00e3o determinada pelo modo como essa palavra \u00e9 usada em redes sociais. Para entender o modo como os autores d\u2019<a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> se comunicam, \u00e9 importante n\u00e3o confundir a ideia de que nossos textos ser\u00e3o p\u00fablicos com a ideia de que o direcionamento ao p\u00fablico \u00e9 o impulso mais importante e o fundamento da escrita. O que se busca aqui \u00e9, antes de tudo, o exerc\u00edcio da express\u00e3o filos\u00f3fica. Mas o que se comunica a\u00ed n\u00e3o \u00e9 feito para o consumo, n\u00e3o \u00e9 material expresso, n\u00e3o \u00e9 feito para ser comentado, mas para ser refletido. E, se esse \u00e9 o caso, a reflex\u00e3o que deu origem ao texto j\u00e1 \u00e9 fim, n\u00e3o meio. \u00c9 claro que esses resultados \u2014 a obra, o texto \u2014 est\u00e3o abertos a revis\u00e3o; e \u00e9 claro que a filosofia se beneficia do di\u00e1logo, mas n\u00e3o de coment\u00e1rios ao p\u00e9 do texto. Assim como a reflex\u00e3o filos\u00f3fica posta num texto filos\u00f3fico \u00e9 o ponto final de uma longa reflex\u00e3o, ele preferir\u00e1 estabelecer di\u00e1logo com reflex\u00f5es igualmente maduras \u2014 e n\u00e3o com curtidas ou coment\u00e1rios elogiosos ou cr\u00edticos que se possam apresentar em caixas de di\u00e1logo, ou de coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>Dito isso, o contraponto: <a href=\"http:\/\/www.editorafigas.com.br\/ofarolete\/\">O Farolete<\/a> n\u00e3o \u00e9 inimigo das redes sociais. Como bons praticantes de nosso of\u00edcio, desconfiamos delas, mas n\u00e3o deixamos de nos valer de suas potencialidades. N\u00e3o h\u00e1 di\u00e1logo filos\u00f3fico poss\u00edvel na velocidade exigida pelas redes sociais, pois as ideias impressas em textos filos\u00f3ficos exigem tempo para adentrar e sedimentar na alma do leitor. Mas mesmo a semente que demora a germinar precisa ser espalhada, e quanto mais longe do p\u00e9 cair a semente, melhor a \u00e1rvore cumpre sua miss\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 com muito orgulho e prazer que a Editora FIGAS apresenta seu mais novo parceiro: O Farolete, uma publica\u00e7\u00e3o virtual de divulga\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica! Leia a seguir o editorial de lan\u00e7amento e clique aqui para ver nossas primeiras e iluminadas publica\u00e7\u00f5es. H\u00e1 tantas concep\u00e7\u00f5es de filosofia quanto h\u00e1 fil\u00f3sofos. 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